
Quem disse que a época das descobertas era coisa do passado? Os astrónomos acabam de fazer uma e é, no mínimo, magnífica – a maior estrela conhecida em todo o Universo, que merece em breve um nome mais simpático do que o código R136a1.
Esta estrela nasceu com mais de 320 vezes mais massa que o nosso Sol. Se este número já impressiona, até agora os astrónomos acreditavam que o limite máximo de tamanho para uma estrela, chamado o Limite de Eddington, era de 150 vezes a massa do Sol.
As estrelas, ao contrário de um ser humano por exemplo, nascem com o seu tamanho e massa máximos, que vão perdendo à medida que envelhecem. Por exemplo, esta R136a1, já perdeu mais de 50 massas solares desde o seu nascimento (continuando, ainda, a ser maior do que as maiores alguma vez observadas).
Esta estrela, que “mora” na Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães a 165 mil anos-luz da Terra, foi descoberta a partir de observações efectuadas pelo Telescópio Espacial Hubble e pelo VLT do Grande Observatório do Sul.
Mais informação (em inglês):
Nem só os Cometas têm cauda! O Telescópio Espacial Hubble confirmou que o Exoplaneta HD 209458b, uma espécie de Júpiter quente (por ser enorme e por orbitar muito próximo da sua estrela), está a vaporizar-se no espaço e por isso mesmo, tem uma cauda tal como os Cometas quando se aproximam do calor do Sol.
Ainda assim, não é caso para o planeta desaparecer. Pelo menos, não no próximo trilião de anos.

Algures entre 18 de Junho (Sol 2274) e 12 de Julho (Sol 2299), o robot Opportunity, da NASA, “sofreu” uma limpeza e ficou, digamos assim, a brilhar. Descartada a hipótese de algum marciano simpático ter dado uma escovadela ao robot, crê-se que a caridosa obra tem proveniência em rajadas de vento que limparam os painéis do pó marciano acumulado.
Já o robot gémeo, o Spirit, continua em sono profundo a recarregar baterias, provavelmente só acordará em meados de Novembro.

A sonda espacial Rosetta, da ESA, fez uma grande aproximação ao asteróide Lutécia e desvendou-o como um mundo alongado e repleto de crateras. A aproximação de 3162km a 15km/s permitiu captar imagens de grande detalhe tendo toda a manobra ocorrido na perfeição, num objecto muito antigo que pode mesmo ser um “resquício da criação do Sistema Solar” nas palavras de Holger Sierks, investigador principal do OSIRIS, do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar, em Lindau, na Alemanha.
Este asteróide foi um mistério durante vários anos e por isso mesmo um alvo muito apetecível para os astrónomos. As observações através dos telescópios terrestres eram inconclusivas quanto ao tipo do asteróide (tipo C, primitivo ou tipo M, ferrosos e possivelmente fragmentos dos núcleos de objectos de maiores dimensões). Os novos dados e imagens irão esclarecer o Lutécia, mas não para já – o que para já fica, são as fantásticas imagens e que pode ver a seguir.
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