Cometas e Nuvem de Oort

- Fotografia: Cometa Tempel1 | NASA
Os Cometas aterrorizaram gerações e gerações de pessoas ao longo de vários séculos. As “estrelas” com cauda que cruzavam os céus deram origem a muitas crenças e profecias, que ainda hoje se praticam nalgumas seitas religiosas.
Na verdade, os comentas são pequenas rochas poeirentas, geladas, que na sua maioria se encontram na colossal Nuvem de Oort, embora tenhamos alguns bem mais próximos de nós no Sistema Solar. As suas orbitas são extremamente ovais: passam perto do Sol e depois afastam-se por milhões e biliões de quilómetros. É quando passam mais perto do Sol, que se formam as duas caudas do Cometa, resultantes da evaporação da superfície do Cometa, soprada pelo Sol. Por esse motivo, ambas as caudas apontam sempre para o lado oposto do Sol.
Por sua vez, a Nuvem de Oort, onde se acreditam estarem “armazenados” mais de 1 trilião de Cometas, é uma gigantesca esfera que se situa no limite da força gravitacional do Sol – ou seja, demarcam o fim do nosso Sistema Solar – 100 mil vezes mais distantes do Sol do que a Terra.
Quando uma estrela passa relativamente perto da Nuvem de Oort, “empurra” alguns destes Cometas em direcção ao Sol, e consequentemente em direcção à Terra – não literalmente, embora numa coincidência, possa mesmo acontecer. Estes Cometas, chamados de Cometas de longo período, podem demorar 30 milhões de anos a completar a sua orbita, ou seja, se virmos um destes, só daqui a 30 milhões de anos as pessoas que cá estiverem o poderão voltar a ver. Em contraste, os Cometas de curto período, como o Halley, demoram menos de 200 anos a reaparecerem perto de nós.












