Lua

Fotografia: NASA JPL

Fotografia: NASA JPL

Factos e Números

Descoberto por: conhecido desde os nossos antepassados
Data da descoberta: desconhece-se
Distância à Terra: 363 300 km (perigeu) – 405 500 km (apogeu)
Diâmetro: 3 474,8 km
Comparação com a Terra: 12 756,28 km
Circunferência equatorial: 10 916 km
Comparação com a Terra: 40 075 km
Volume: 21 970 000 000 km3
Comparação com a Terra: 1 083 200 000 000 km3
Massa: 73 483 000 000 000 000 000 000 kg
Comparação com a Terra: 5 973 700 000 000 000 000 000 000 kg
Densidade: 3,341 g/cm3
Comparação com a Terra: 5,515 g/cm3
Área da superfície: 37 932 330 km2
Comparação com a Terra: 510 065 700 km2
Velocidade Orbital: 3 682,8 km/h
Comparação com a Terra: 107 229 km/h
Duração do dia: 27,321661 dias terrestres (655,72 horas)
Duração do ano: 0,075 anos terrestres (27,321661 dias)
Circunferência orbital: 2 290 000 km
Comparação com a Terra: 924 375 700 km
Temperatura à superfície: -233ºC / 123ºC
Comparação com a Terra: -88ºC / 58ºC
Gravidade à superfície: 1,622 m/s2
Comparação com a Terra: 45 kg na Terra = 7,5 kg na Lua

A nossa (única) Lua, venerada pelos povos antigos e o único objecto celeste além da Terra pisado pelo ser humano, “ilumina” o céu nocturno e influência gravitacionalmente as marés.

A partir da Terra, vemos sempre a mesma face da Lua, apesar desta girar em torno do seu eixo como os restantes planetas e luas do Sistema Solar. Isto acontece porque o tempo que a Lua leva a girar em torno de si própria, é exactamente o mesmo tempo que leva a orbitar a Terra. O lado oculto da Lua permaneceu um mistério até à sonda Luna 3 (Rússia) viajar até lá e tirar as primeiras fotografias, em 1959. Curiosamente, o lado oculto é bastante diferente do lado visível: a crosta é mais espessa, está muito mais cravejada de crateras e possui menos áreas escuras (os mares).

Estes mares resultaram de impactos violentos, a partir dos quais o solo quebrou e jorrou lava incandescente, formando planícies mais escuras e lisas, uma vez que a lava renova a superfície, cobrindo crateras e outras cicatrizes anteriores.

Observar a Lua

Fotografia: Carlos Gandra

Fotografia: Carlos Gandra

Por estar tão próxima da Terra, a Lua é um alvo relativamente fácil de observar e fotografar. A olho nu podes perfeitamente distinguir as zonas mais claras e as zonas mais escuras. Uns bons binóculos já nos mostram inúmeras características da superfície, com destaque para as crateras maiores e radiais. Um pequeno telescópio, com uma ampliação entre os 25X e os 50X, mostra o globo lunar completo (em lua cheia) e diversos detalhes (quando em fase, explicação no parágrafo seguinte). Uma ampliação superior a 150X mostra algo do género da fotografia acima. Quanto mais potente for o telescópio, maior o nível de detalhe e definição que obtens.

A Lua cheia não é, ao contrário do que se possa pensar, um bom momento para a observares. A quantidade de luz reflectida atinge o seu máximo, e ofusca a maioria das características da superfície, como as crateras e as montanhas. Quando a Lua está em fase, todas essas cicatrizes se tornam mais evidentes, com destaque para o terminador (a “linha” que separa a zona iluminada da zona escura do globo lunar, fronteira entre o dia e a noite). Junto ao terminador, as crateras e as montanhas evidenciam-se, tornando possível observares e fotografares com detalhe, incluindo as sombras que o relevo produz. A melhor forma de fotografares todas as características principais da Lua, é acompanhando as fases lunares e registando essas mesmas características ao passarem pelo terminador.

Através de um mapa lunar, aprendes a conhecer pelos nomes aquilo que há muito observas. É o melhor método de conhecer profundamente a superfície do nosso satélite natural.

Fotografia: Carlos Gandra

Fotografia: Carlos Gandra

Quando a Lua passa pela sombra da Terra, é totalmente coberta por esta e dá-se um eclipse lunar. Os eclipses lunares ocorrem mais de 3 vezes por ano, mas nem sempre são visíveis a partir de Portugal, e também nem sempre são eclipses totais.

Quando a Lua “mergulha” na sombra, adquire uma tonalidade avermelhada, o ponto de alto do fenómeno.

Não é necessário nenhum instrumento óptico ou filtro para observares um eclipse lunar (ao contrário dos eclipses solares), no entanto uma ampliação na ordem das 25X (qualquer pequeno telescópio) permite-te ter um panorama privilegiado.