Sol

Creditos: TRACE Project, Stanford-Lockheed Institute for Space Research/NASA/Michael Benson, Kinetikon Pictures

Fotografia: TRACE Project / NASA

Factos e Números

Descoberto por: conhecido desde os nossos antepassados
Data da descoberta: desconhece-se
Diâmetro: 1 391 000 km
Comparação com a Terra: 12 756,28 km
Circunferência equatorial: 4 379 000 km
Comparação com a Terra: 40 075 km
Volume: 1 412 200 000 000 000 000 km3
Comparação com a Terra: 1 083 200 000 000 km3
Massa: 1 989 000 000 000 000 000 000 000 000 000 kg
Comparação com a Terra: 5 973 700 000 000 000 000 000 000 kg
Densidade: 1,409 g/cm3
Comparação com a Terra: 5,515 g/cm3
Área da superfície: 6 087 799 000 000 km2
Comparação com a Terra: 510 065 700 km2
Duração do dia: 25,38 dias terrestres (609,12 horas)
Temperatura à superfície: 5 500ºC
Comparação com a Terra: -88ºC / 58ºC
Gravidade à superfície: 274,0 m/s2
Comparação com a Terra: 45 kg na Terra = 1 260 kg no Sol

A gigantesca bola de fogo que torna possível a vida na Terra, é na verdade uma estrela típica, igual a tantas outras e bem mais pequena que algumas companheiras – como por exemplo a KY Cygni, 1 420 vezes maior e 300 mil vezes mais brilhante. É, no entanto, o maior objecto do nosso Sistema Solar, contendo mais de 99,8% de toda a sua massa (Júpiter ocupa-se de praticamente de todo o resto).

A temperatura do Sol é altíssima: 5 500ºC à superfície e mais de 15 000 000ºC no núcleo, que é a sua grande fonte de energia. Um alfinete com esta temperatura, pegaria fogo a tudo o que se encontrasse num raio de 100 km.

O Sol transforma 4 milhões de toneladas de hidrogénio em calor e luz puros, a cada segundo que passa. A actividade solar suporta a fotossíntese das plantas e comanda as estações do ano, as marés, o clima, entre outros factores vitais do nosso ecossistema.

Não é possível a um ser humano, hoje em dia, viajar até ao Sol, nem sequer chegar perto. Não só a forte gravidade faria cada braço pesar mais do que todo o corpo, como a enorme quantidade de calor derreteria tudo o que chegasse perto.

Observar o Sol

Fotografia: Carlos Gandra

Fotografia: Carlos Gandra

Nunca esqueças o seguinte: NÃO PODES observar o Sol sem um filtro solar apropriado nos teus binóculos ou telescópio. O preço pelo desrespeito desta regra é muito caro: cegueira permanente.

Através de binóculos ou de um pequeno telescópio, podes ver com grande nitidez o globo solar, bem como as manchas escuras na superfície.

Estas manchas são aparentemente pequenas, mas na verdade chegam a medir mais de 50 000 km de largura (o diâmetro da Terra é de 12 756 km). As manchas demoram cerca de 2 semanas a percorrer o Sol de ponta a ponta, viagem essa que podes acompanhar e registar com facilidade. Um pequeno telescópio já permite ver mais detalhes destas manchas, como a umbra (zona mais escura, no interior da mancha) e a penumbra (zona ligeiramente mais clara, que contorna a umbra. A umbra é cerca de 1 500ºC mais fria que a superfície solar.

Fotografia: Jorge Almeida

Fotografia: Jorge Almeida

Um dos eventos mais espectaculares relacionados com o Sol e que podes observar, são sem dúvida os eclipses.

Dá-se um eclipse solar quando 3 corpos estão alinhados: o Sol, a Lua e a Terra. Apesar do diâmetro do Sol ser muito maior que o da Lua, a distância a que cada um se encontra da Terra faz parecer, por tremenda coincidência, que ambos têm o mesmo tamanho. Por esse motivo, quando assistimos a um eclipse solar, podemos ver a Lua a “tapar” completamente o Sol. Com óculos apropriados (munidos com filtro solar) podes observar plenamente o eclipse sem recurso a instrumentos ópticos. No entanto, através de binóculos ou de um pequeno telescópio, a espectacularidade é maior e podes fazer um registo fotográfico de grande qualidade.

Os eclipses solares são eventos relativamente raros, ocorrem uma ou duas vezes por ano e não são visíveis de todos os locais da Terra. Para teres o prazer de assistir a um eclipse total, tens de estar situado num ponto do globo terrestre que estiver na parte interior da sombra da Lua. As efemérides de eclipses informam acerca dos locais / países a partir dos quais e numa determinada data, se pode ver um eclipse total.

Trânsito de Vénus

Fotografia: Carlos Gandra

Outro fenómeno espectacular e muito mais raro, são os trânsitos dos planetas interiores, ou seja, quando Mercúrio ou Vénus passam alinhados entre a Terra e o Sol, sendo possível ver os seus “pequenos” discos a atravessar o globo solar de uma ponta à outra.

São eventos mais discretos, uma vez que a olho nú pouco (Vénus) ou nada (Mercúrio) consegues ver, mas um telescópio com ampliações na ordem dos 100/120X já te permite ver algo como o que está na imagem à esquerda. Nesse momento, Vénus estava no “fim da viagem”. Tratou-se do trânsito de 8 de Junho de 2004, sendo que o próximo trânsito de Vénus visível a partir de Portugal só ocorrerá em 2125. Mercúrio terá um trânsito no próximo dia 9 de Maio de 2016.